Imperialismo e a questão nacional

A relação do imperialismo e do estado nacional,é a organização das esferas políticas e econômicas,pois são elas que o país imperialista tem interesse tomando territórios como anexos agrários,colônias como meios de produção do capital financeiro e não apenas industriais como anteriormente no capitalismo que tinha concentração na mão de obra e trabalho intenso interno.

Então, é necessário destacar que teve todo um processo do capitalismo industrial até chegar a fase imperialista.As empresas tornam o trabalho intenso,acumulam capitais de forma rápida ,mas ainda há uma concorrência.Há a matéria-prima e a mão de obra, então as empresas que oferecem as duas,unem-se e formam um aglomerado de empresas que se unificar com as funções que interdependiam uma da outra inclusive intelectual pois os que mais são preparados para as mudanças fazem parte dessas grandes organizações massacrando as pequenas empresas que quebram.

Para continuar com todo esse processo é necessário um capital maior e é aí que entra o papel dos bancos ofertando crédito e assim também crescem com as ofertas e empréstimos do Estado arrebatando até correios e lotéricas.

A concentração das empresas é o grande março dos monopólios no capitalismo seja pelo aumento da produção de forma mais intensa ou das integrações que formam diferentes ramos dispondo de matéria-prima e mão de obra e para isso um aperfeiçoamento técnico (LENIN,VI.Imperialismo fase superior do capitalismo.p.118-130).

A produção torna-se social,mas a apropriação continua a ser privada.Os meios sociais de produção continuam a ser propriedade privada de um reduzido número de indivíduos.

O quadro geral da livre concorrência é mantido nominalmente, e o jugo de um punhado de monopolistas sobre o resto da população torna-se cem vezes mais pesado,mais sensível,mais insuportável (LENIN,VI.Imperialismo fase superior ao capitalismo.p.131).

O economista alemão Kestrier em sua obra “ Luta entre os carteis e os outsiders” esclarece como se dava a “organização”:

  1. Privação de matérias-primas (“…um dos processos essenciais para obrigar a entrar no cartel”);
  2. Privação da mão-de-obra mediante “alianças” (quer dizer, mediante acordos entre os capitalistas e os sindicatos operários para que estas últimas só aceitem trabalho nas empresas cartelizadas);
  3. Privação dos meios de transporte;
  4. Fechamento de mercados;
  5. Acordo com os compradores, pelos quais estes se comprometem a manter relações comerciais unicamente com os carteis;
  6. Diminuição sistemática dos preços (com o objetivo de arruinar os “estranhos “, isto é, as empresas que não se submetem aos monopolistas, gastam-se milhões durante um certo tempo para vender a preços inferiores ao do custo: na indústria da gasolina deram-se casos de redução de preço de 40 para 22 marcos, quer dizer quase metade!);
  7. Privação de créditos
  8. Boicote.

(LENIN, VI. Imperialismo fase superior do capitalismo.p.132)

A oligarquia financeira concentra o credito nas mãos de poucos, toma empréstimos do Estado que sujeita a população aos tributos, mas os bancos vão além e começam a exportar o capital através das relações do capital financeiro.

Os cinco traços fundamentais característicos do imperialismo são os seguintes:


1-A concentração da produção e do capital levada a um grau tão elevado de desenvolvimento que criou os monopólios, os quais desempenham um papel decisivo na vida econômica.
2-A fusão do capital bancário com o capital industrial e a criação, baseada nesse “capital bancário “da oligarquia financeira;
3-A exportação de capitais, diferentemente da exportação de mercadorias, adquire uma importância particularmente grande;
4-A formação de associações internacionais monopolistas de capitalistas que partilham o mundo entre si, e
5-O termo da partilha territorialmente entre as potencias capitalistas mais importantes.

(LENIN, VI. Imperialismo fase superior do capitalismo.p.218)

Os monopólios ajudaram na concentração de capitais industriais devido a intensa atividades comerciais, mas com a participação dos bancos dando as empresas um credito ativo, estas passam a ser monopólios financeiros que formam a oligarquia antes mencionada, tem um apoio nacional os grandes países imperialistas que buscam anexações agrarias, tornando nações colônias o capital financeiro em exportação.

Os monopólios que criaram as relações internacionais e que estavam aglomerados tornam-se rivais e com isso uma corrido por domínio de territórios para expandir o capital financeiro e o poderio político também que massacra a minoria e os explorados por esses países.

LENIN, VI. O imperialismo: etapa superior do capitalismo. Campinas, SP: FE/UNICAMP,2011.


MONIZ BANDEIRA, Luis.Estado nacional e político na América Latina. Capítulo XII.Brasilia: UNB.

Publicado por sebocronicaflor

Escritora Professora Graduanda de Ciências Sociais - UFMA

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